“Nascer, viver, morrer, renascer de novo e progredir continuamente, tal é a lei”
- Wagner Lettnin
- 30 de abr.
- 2 min de leitura
O distante, o inalcançável, o que parece impossível
O sonho de querer…a dor de não ter
Os “porquês” que se desgastam em conflitos com os “e se”
E se…
Nada é fácil!

Imagine-se diante de uma grande árvore.
Quantas vezes, admirando a beleza de sua copa, desejamos alçar até o galho mais alto e de lá, poder vislumbrar a magnífica paisagem(que certamente deve ter)?
Queremos nos agarrar ao tronco e, subir… Sem obstáculos, arranhões, dificuldades.
Muitas vezes, nos machucamos(profundamente até) por tentar nos modificar, nos adaptar, só para caber, nos adequar a escalada deste tronco, para partilhar desta vista, por achar ser um colosso.
Queremos a grandeza, a força, a majestade, mas esquecemos que até mesmo as maiores sequoias, um dia foram diminutas sementes.
Passaram por intermináveis invernos rigorosos, secas fulminantes e tempestades avassaladoras.
Desejamos a beleza da floresta, mas não percebemos que cada árvore tem seu tamanho, sua função, seu espaço e todas são de vital importância, da gramínea até a árvore mais frondosa e é justamente a união desta diversidade que se formam as grandes florestas.
Quantas e quantas vezes, antes de poder finalmente produzir seus frutos, a frutífera teve seus brotos consumidos pelas lagartas?
A roseira, que apesar de todos os espinhos, soube confeccionar lindas rosas.
A planta, que tem suas melhores folhas arrancadas para transformarem-se em chá salutar.
O pasto, diminuto e rasteiro, que serve de alimento aos animais.
As largas folhas de um arbusto que serve de abrigo aos pássaros.
As árvores, cuja madeira de lei, serão transformadas em instrumentos afinados, para deleite de nossos ouvidos.
Tudo nasce, tudo cresce, tudo é!
Também temos raízes. Estas, deveriam ser profundas. Sempre buscando o bom alimento, a energia renovadora, fornecendo a estabilidade necessária ao tronco. Tendo essa base, poderemos crescer sabendo enfrentar o mau tempo quando necessário ou até mesmo nos curvar com o vento mais forte, sem nos deixar quebrar.
Crescendo, sempre buscando o sol e aceitando os dias de chuva, compreendendo os momentos de poda, por mais que doam. No final, são para que cresçamos e desenvolvamos galhos mais fortes.
Trabalhemos em nós mesmos, para que um dia, esses mesmos galhos se estendam em várias direções e possam, quem sabe, servir de ninho. Que nossas folhas passam fazer agradável sombra ao viajor cansado.
Que nossas flores tragam cor e embelezem o dia de alguém.
Que produzamos frutos e esses, venham a alimentar os famintos. E que, finalmente, nossas sementes sejam lançadas para todos os cantos, do solo mais empedernido ao solo mais fértil.
E, como um verdadeiro milagre… brotaremos.
Essa conversa, não é sobre árvores!
"Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar. Serve sem apego e assim vencerás."
Chico Xavier Por: Adriana Ricardo






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