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Confia!

Se sinuosa estrada se mostra pedregosa e cheia de espinhos, ergue o olhar e mira o horizonte. Quem pode prever o que vem depois daquela curva?

Não desista!

Se teus olhos marejam em lágrimas escondidas nas noites sem fim e tudo parece escuro demais…

Saiba, que nenhuma noite dura para sempre e o alvorecer traz novas esperanças.

Não desista!

Se o medo vem em visita inesperada, ofuscando tua paz e tudo parece imenso a te engolir…

Lembra de quantos amigos, nesse momento, seguram tua mão!

Não desista!

Teu coração sangra por não ser correspondido e te sentes esquecido pelo calor de um abraço?

Junta todo o teu amor e reparte carinhosamente com todos aqueles que de ti se aproximam!

Não desista!

Reclamas de sofrida solidão e da falta de ter com quem dividir tuas dores, tuas alegrias e tuas conquistas…

Lembra daqueles que chegam até a ti com histórias repetidas, com contos intermináveis e lembranças de juventude. Tudo o que precisam, são teus ouvidos amorosos, teu olhar carinhoso e teu sorriso fraterno!

Não desista!

Cura tuas feridas, alivia tuas dores, levando ao outro, teu sorriso e tua boa energia, no exemplo de tua própria força! Lembrando que, ainda que sejam dias de tempestade, toda vez que choveu, parou.

Confia! E… não desista!


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O texto acima dialoga profundamente com princípios centrais da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, especialmente no que se refere à compreensão das dores humanas como instrumentos de aprendizado e elevação espiritual.


Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo V — “Bem-aventurados os aflitos”, Kardec esclarece que as provações da vida não são punições, mas oportunidades de crescimento moral e espiritual. O texto espírita afirma:

“As tribulações da vida têm duas causas: umas têm sua origem na vida presente; outras, fora desta vida.”


Essa compreensão sustenta a ideia central do texto original de que nenhuma dor é permanente e que toda experiência difícil carrega um propósito evolutivo.


A expressão “não desista”, repetida como um refrão, encontra eco direto na visão espírita da perseverança como virtude moral. Ainda em O Evangelho Segundo o Espiritismo, destaca-se que:

“A calma e a resignação, hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro, dão ao espírito uma serenidade que é a felicidade na Terra.”


Esse ensinamento reforça a ideia de que a esperança não é apenas emoção, mas uma postura espiritual diante da existência.


Outro ponto essencial do texto é o convite ao amparo ao próximo, mesmo em meio às próprias dores. Esse princípio é amplamente desenvolvido nas obras psicografadas por Chico Xavier, sob a inspiração do Espírito Emmanuel, especialmente em Fonte Viva e Pão Nosso.


Em diversas mensagens, Emmanuel destaca que o serviço ao próximo é forma de renovação íntima, como na ideia de que:

“A bênção do auxílio ao próximo é a bênção da própria libertação.”


Nesse sentido, o trecho do texto que orienta “repartir carinhosamente com todos aqueles que se aproximam” reflete com fidelidade o princípio espírita da caridade como caminho de cura interior.


A máxima contida em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XV — “Fora da caridade não há salvação”, sintetiza esse ensinamento, indicando que o amor ao próximo é condição essencial de equilíbrio espiritual.


As reflexões sobre solidão e escuta fraterna também encontram paralelo nas obras de Joanna de Ângelis, psicografadas por Divaldo Franco, especialmente em livros como Vida Feliz e Momentos de Saúde e de Consciência. Nessas obras, a autora espiritual destaca que o ser humano se fortalece quando transforma dor em ação construtiva, especialmente através do acolhimento e da empatia.


Outro ensinamento recorrente é que nenhuma experiência é estéril quando há aprendizado, reforçando a ideia de que:

“A dor é recurso educativo da vida, conduzindo o espírito à maturidade emocional e espiritual.”


Por fim, a confiança expressa no encerramento do texto encontra base no ensinamento do próprio Cristo, amplamente comentado na tradição espírita:

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”

(Mateus 11:28)


Essa passagem é frequentemente interpretada na Doutrina Espírita como convite à fé ativa, à confiança em Deus e ao movimento contínuo de superação.


Portanto, lembre-se: O sofrimento é transitório, a caridade é terapêutica e a esperança é força espiritual que impulsiona o ser humano à superação e ao crescimento interior.


Confia! Por Adriana Ricardo e Wagner Lettnin

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